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5 de ago. de 2010

Hiroshima, 65 anos

No dia 6 de agosto de 1945, a primeira bomba atômica foi lançada pelos EUA sobre a cidade de Hiroshima. Alguns dias depois, em 9 de agosto, uma segunda bomba atingiu Nagasaki, provocando a rendição do Japão e o fim da 2º Guerra Mundial. (Veja todos os detalhes do ataque aqui.)

A euforia que tomou conta do resto do mundo com o fim da guerra durou pouco. O medo da nova arma era mais forte. Os países entenderam que sem a bomba, de nada adiantava ter um exército. E começou a corrida nuclear. As nações ricas rapidamente dominaram a nova tecnologia e fabricaram ogivas suficientes para explodir o planeta.

Esta obra do artista japonês Isao Hashimoto mostra a história das explosões nucleares, de 1945 a 1998, mês a mês. O vídeo começa com o primeiro teste americano, seguido pelas duas bombas lançadas no Japão. Aos poucos, os testes vão se tornando mais frequentes, atingindo seu pico em 1962, com 140 explosões.
Por mais simples que seja o vídeo, o resultado é impressionante. Pouca gente sabe, mas 2053 ogivas nucleares já foram detonadas no mundo.



Apesar de todos esses testes, nunca mais uma bomba atômica foi disparada contra um povo. Talvez porque a destruição provocada no Japão seja muito difícil de esquecer. Ficou claro que um ataque nuclear deixa cicatrizes permanentes, tanto no país agredido quanto no agressor. O mundo inteiro parece concordar que o preço de tamanha violência é alto demais, mesmo na guerra.


Hiroshima A-Bomb Dome

Para que essa lembrança continue viva, Hiroshima abriga desde 1955 o Memorial da Paz. Fica junto do Hiroshima A-Bomb Dome (ou Genbaku Dome, originalmente a Câmara do Comércia da cidade). O prédio está localizado a apenas 150m no epicentro da explosão e, por um milagre, permaneceu de pé.
Lá existe um museu que conta a história do ataque. Encontramos um post bem completo sobre o lugar neste blog aqui: www.michaeljohngrist.com. Vale o clique. É impossível não ficar com um nó na garganta.

Todos os anos, o aniversário do bombardeio é marcado por uma cerimônia oficial no Memorial da Paz. Esta será a primeira vez que um representante americano, o embaixador John Ross, participa do evento. Também pela primeira vez participam representantes da França e do Reino Unido, países que possuem a bomba atômica, e um secretário-geral da ONU. Tomara que a iniciativa marque o começo de uma discussão séria sobre o desarmamento nuclear.